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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Betel - A eficiência de produção a serviço da Fé

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Antes de iniciar o curto artigo, esclareço que este não tem por intuito um fim religioso ou tendencioso a qualquer religião, me aterei aos detalhes fabris e de gestão. Esclareço ainda que sou Cristão, mas não participo da doutrina das Testemunhas de Jeová, embora eu tenha um grande apreço por estes.

Hoje, 15 de fevereiro de 2017 estive em uma das melhores fábricas que já visitei - a gráfica das Testemunhas de Jeová, onde são impressos os materiais que são utilizados para estudo e, por eles, distribuídos gratuitamente. Esta gráfica fica na Torre de Vigia, na cidade de Cesário Lange, interior de São Paulo e atende toda a América do Sul, com impressões em todas as línguas faladas nesse continente.

Como um profissional de fábrica, fiquei admirado com a eficiência das atividades realizadas (e novamente, reforço que estou me atendo às atividades da gráfica). Pude verificar que, do modo deles, existe uma excelente cultura que abrange os 5S's que estamos acostumados. Como sabemos, os 5S's, além do aspecto do ambiente de trabalho, são uma filosofia que visa a eficiência.

Leia mais: Entenda os 5S's

Baixo índice de refugos - Questionando o guia do passeio sobre a geração de refugos, o mesmo me informou que era extremamente baixa. Como um bom auditor, pedi para verificar. Quase zero, salvo em situações de set-up e ajuste de máquina. Um ótimo resultado para o volume de produção diário.

Polivalência - ao questionar um dos colaboradores sobre quem faz a manutenção de determinada máquina, o mesmo falou: "nós". "Nós" quem? Existe um mecânico dedicado, não? Não, todos nós sabemos os detalhes da máquina e como consertá-la. Ao nível de eficiência industrial, quanto maior a polivalência, melhores os resultados pontuais e gerais. Isso me deixou bastante feliz e entusiasmado, me dando argumentos para entrar em níveis mais elevados de análise de produção (me aterei apenas a alguns nesse artigo).

Troca rápida de ferramentas - verifiquei uma troca de edição durante a visita. Pude notar cada colaborador sabendo o que fazer durante a parada da máquina, sem ficar perdidos, fácil de verificar que estão bem treinados. Sabemos que o quanto menos uma máquina fica parada, logicamente maior a produção e eficiência.

Preocupação com a qualidade do produto - análises e controle de qualidade em cada estágio da produção. Notável a preocupação com a qualidade.

Baixas perdas em produção - Todas aquelas perdas que nós, administradores de produção conhecemos estão bem reduzidas e controladas. "Temos que atender toda a América do Sul, então não podemos ser ineficientes."

Veja mais: As Grandes Perdas Da Produção

Aí você, leitor, deve imaginar: Toda essa eficiência deve ter um custo enorme... quem trabalha lá deve ganhar uma fortuna.... Não! Todo o trabalho é feito de forma voluntária. Parece impossível, né? Eu mesmo, até ver por mim mesmo achava impossível, mas fui e vi. É possível e é gratificante ver pessoas que não trabalham por dinheiro, mas por uma causa, por uma ideia, por sua fé. Seja você teísta ou ateu, não estou falando de religião, mas de homens que trabalham por uma causa e tem excelentes resultados.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Tomar café no trabalho melhora a produtividade?

Que tal uma pausa para o cafezinho? Muito além do hábito, o consumo de café no trabalho representa um momento de descontração e relaxamento. Muitos funcionários recorrem à bebida como estratégia para afastar o sono ou mesmo para fazer uma pausa. Desde que consumido com moderação, o café traz diversos benefícios para a saúde e contribui para gerar mais disposição e energia para o trabalho.
A cafeína, principal componente do café, é responsável pelos processos de ativação da atenção e da memória. Por incentivar a liberação da dopamina, uma xícara da bebida estimula o organismo, melhorando a disposição e a produtividade.

O tradicional cafezinho também contribui para funcionários mais animados! Isso porque a liberação da dopamina provoca a melhora temporária do humor.
O estímulo gerado pela cafeína costuma ser rápido no organismo, permitindo um aumento de disposição e concentração. Como essa substância age diretamente sobre o sistema nervoso central, a sensação de cansaço e sonolência são rapidamente afastadas a partir do primeiro gole. 
Além da dopamina, o consumo do café estimula a produção de ácidos clorogênicos, que agem diretamente nos sistemas de gratificação do cérebro. Ao serem estimuladas, essas áreas provocam a sensação de euforia, beneficiando a motivação do funcionário e ajudando a afastar a depressão.
Embora os benefícios sejam muitos, o consumo com moderação é recomendado. Por isso, evite tomar mais de quatro xícaras grandes ou o equivalente a 500 gramas de cafeína. Nutricionistas costumam sugerir o consumo fracionado de café durante o dia, além de evitar o consumo com o estômago vazio.
Outra dica importante é evitar o consumo em garrafas térmicas que armazenam a bebida por um longo tempo. Isso porque esse processo de armazenamento do café estimula a produção de toxinas, aumentando sua acidez e tornando-o extremamente prejudicial ao sistema gastrointestinal.
Com o objetivo de garantir maior praticidade ao café da empresa, a Baristo dispõe de máquinas inovadoras, que além do cafezinho clássico, oferecem diversas bebidas à base de café para proporcionar variedade e sabor ao dia a dia dos colaboradores. 
A pausa no trabalho é fundamental para garantir a produtividade e o bem estar, além de promover a integração e socialização na empresa. Aproveite esse pequeno de descanso para desfrutar de uma xícara quentinha e degustar com prazer essa bebida.
via: http://baristo.com.br/blog/os-beneficios-do-cafe-na-disposicao-para-o-trabalho/

Você tem o conceito correto de Produtividade?


Produtividade é uma das métricas industriais mais importantes para a manufatura. Muita gente tem o conceito errado de produtividade, pois é comum de se ouvir mesmo na televisão o jornalista dizendo que nesse ano a produtividade foi de 200.000 produtos - deixo bem claro que isso é PRODUÇÃO, o que é diferente.



Produtividade é a relação entre o que se produz (tempo) e o que deveria ser produzido (tempo). É sempre expressa em porcentagem e, basicamente, é um parâmetro que mede o desempenho do trabalhador, pois estão excluidas quaisquer paradas que o mesmo não tenha influência, como por exemplo a falta de energia elétrica, falta de matéria-prima, etc.



Esse número significa que, excluindo o tempo de parada o operador teve um aproveitamento de 91,3% do tempo disponível, ou seja, utilizou 91,3% das 6 horas de seu turno para produzir efetivamente.




segunda-feira, 4 de julho de 2016

A cronoanálise e os desafios da racionalização industrial no Brasil



De acordo com um levantamento da PWC em 189 países, o Brasil é um dos países que fazem parte do grupo dos que MAIS arrecadam impostos, seja de empresa, seja de pessoa física.
Focando este artigo na perda de competitividade das empresas brasileiras, podemos levantar um grupo de características que fazem parte de muitas empresas brasileiras que impulsionam a perda de competitividade, dos quais pretendo focar em dois
 1° - A relação desproporcional do imposto pago pela indústria e população para com o IDH;

 2° - A falta da cultura de racionalização industrial.
Nesta segunda característica, podemos atribuir fatores históricos como o Brasil (em sua raiz) ter nascido como terra de extrativismo e, com isso, acabar desenvolvendo políticas e cultura que não propõe/ encabeçam que o Brasil seja referência industrial. Comprovando essa hipótese, temos como fato a nossa exportação de commodities a um preço baixíssimo e importação de produto industrializado a preços elevados.
Onde quero chegar com esses dados: o Brasil está atrasado (décadas) em evolução da capacidade/competitividade industrial.
Desde a década de 90, houve uma intensa demanda da indústria nacional pelo sistema Lean Manufacturing (Produção Enxuta), onde empresários investiram fortunas para consultores que muitas vezes dominavam a técnica, mas devido à realidade externa à indústria (como fornecedores, por exemplo, pois se um dos seus fornecedores relevantes não se adaptar à sua demanda será motivo de transtorno dentro da fábrica) fracassaram na implantação de um sistema eficiente.
À essa ineficiência, atribuo fatores externos como mencionado, mas em sua maior parte fatores internos. Ora, o sistema Lean Manufacturing é um sistema de produção bastante simples, e nesse ponto, cito que a simplicidade é o último grau de sofisticação. Esse é um sistema que requer muita técnica, mas principalmente cultura. O Brasil vem engatinhando até mesmo para uma implantação eficaz da cultura 5S's.
Diferente do Japão, que foi dizimado por uma guerra e teve que aprender a trabalhar com recursos escassos, o Brasil não sofreu (ao menos diretamente) com essa intempérie, precisando desenvolver uma cultura racional de produzir com qualidade utilizando somente o que é necessário. Para parte da indústria, “vamos produzindo. Vamos empurrando com a barriga e sobrevivendo”.

Existe hoje uma luz nisso tudo. Uma grande demanda pela racionalização utilizando como ferramenta a Cronoanálise vem sendo sentida, o que é ótimo para a indústria nacional que deseja chegar a um nível de excelência/ referência em produção, servindo de base (muitas vezes) para a própria produção enxuta, implantada de uma forma plenamente sustentável.

A Cronoanálise tem sua origem fortemente atribuída aos trabalhos feitos por Frederick Taylor (1856-1915) e Frank Bunker Gilbreth (1885). O primeiro focou o estudo de tempos com a decomposição das operações em elementos e a avaliação do ritmo do operador. O segundo focou o estudo detalhado dos movimentos, criando tabelas com o nome de cada movimento, no intuito de otimizar a execução de uma operação exscolhendo-se os movimentos mais simples, de menor fadiga e com maior valor de trabalho agregado.

Frederick Taylor tinha como objetivo evitar conflitos entre interesses dos trabalhadores e da empr
esa e Frank Gilbreth em subtituir movimentos longos e cansativos por outros curtos e menos fatigantes.

O esforço destes 2 cientistas formou os fundamentos da Administração Científica, também conhecida como Cronoanálise, Tempos e Métodos ou mesmo Métodos e Processos.

A Gestão da Qualidade exige o diagnóstico efetivo de todos os processos da instituição de forma confiável e atualizada no tempo adequado para a tomada de decisões gerenciais. As atividades nos postos de trabalho precisam ser conhecidas, padronizadas e ter seu desempenho permanentemente mensurado no sentido de melhorar a produtividade.

A cronoanálise é uma ferramenta avançada da qualidade que permite o conhecimento detalhado das atividades evidenciando pontos passíveis de melhoria. Um dos pontos positivos deste método em relação a outros é a questão do treinamento, que permite ao analista industrial já está apto a aplicar o método com precisão, produzindo resultados imediatos.

A Cronoanálise usa a cronometragem como ferramenta e apura melhor a medição do tempo real para a indicação do tempo previsto, ou seja, com o tempo medido, devemos avaliar o ritmo do operador, avaliar estatísticamente o número de medições exigidas e o grau de confiabilidade, para obter um tempo puro.

Determinando o método mais rápido e eficiente para a execução de uma operação necessária a Cronoanálise na prática identifica e fornece melhorias permitindo a redução dos custos de manufatura de um produto.

É aplicada em qualquer setor onde haja a atividade humana. Outras finalidades:

- Aproveitar o tempo apurado para a coordenação e controle da produção
- Base para cálculo da remuneração variável
- Formar tabelas de tempos planejados
- Incluir observações sobre as condições ergonômicas do trabalho
- Indicar os potenciais de racionalização
- Determinação dos padrões de tempo para propriação da mão de obra, carga máquina e o balanceamento de linhas e de setores da produção
Desde a publicação dos trabalhos de Taylor e Gilbreth, muito se evoluiu no conhecimento e aplicação das técnicas de Tempos e Métodos. o inicío do século XX, o matemático francês "Bedaux", identificou que o ato de conhecer os tempos de fabricação deve obedecer as regras matemáticas para "Probabilidade de números aleatórios" e assim, adotar os rígidos procedimentos estatísticos. Tais procedimentos indicam, que ao pesquisar os tempos medidos, esses devem ser configurados no Universo Verdade através da Avaliação do Rítmo com que foi realizado o tempo medido.

E só assim, a média poderá ser obtida e considerada verdade, desprezando-se os erros. O tempo corrigido pelo Rítmo passou a ser conhecido como Tempo Normal, ou seja, "O Tempo requerido para que uma pessoa Normal e em condições Normais de trabalho, realize uma tarefa, tendo o Nível de Confiabilidade igual à 95% e com Erro Relativo de mais ou menos 5%. Ou seja, O Tempo Padrão obtido através do procedimento cientifico indicado por Bedaux, pode no máximo, dizer o seguinte:O Tempo Padrão tem 95% de possibilidade de estar correto, desde que, seja aceitavél a distorção para mais ou para menos de 5%.Bem como, Rítmo e Velocidade são coisas diferentes, Velocidade é a relação do espaço pelo tempo e Rítmo é o produto da Habilidade pelo Esforço.




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